Dicas sobre a disciplina Leitura e Produção de Textos (LPT) do Departamento de Linguística, Português e Línguas Clássicas, da Universidade de Brasília- DF, UNB.

DESTRAVA LÍNGUA

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sábado, 12 de abril de 2014

Gêneros Discursivos



"[...] engloba uma análise do texto e do discurso e uma discrição da língua e visão da sociedade, e ainda tenta responder a questões de natureza sociocultural no uso da língua de maneira geral. O trato dos gêneros diz respeito ao trato da língua em seu cotidiano nas mais diversas formas. [...] podemos dizer que os gêneros são uma “forma de ação social”. (MARCUSCHI: 2008)





Antes de partirmos para uma definição do que chamamos de gênero textual (discursivo) devemos primeiramente entender a noção de gênero que, segundo estudiosos, é o mesmo que entender a própria noção de língua.

Para Mikhail Bakhtin a incalculável diversidade linguística se estratifica em diferentes formas, mais ou menos estáveis, as quais podemos chamar de gêneros, isto é, manifestações da língua tipificadas por características formais recorrentes e correlacionadas a diferentes atividades sociais. Assim também a escrita se estratifica em gêneros, uma forma convencional da linguagem, à qual atribuímos algum papel social, algum valor, alguma função.

Temos então a noção do que é gênero e de sua vitalidade para a comunicação. Nós nos comunicamos, falamos e escrevemos em gêneros, ou seja, não aprendemos a língua, mas alguns gêneros da língua. Assim que passamos a fazer uso da língua, da fala, passamos a fazer uso da estrutura da linguagem, ou seja, dos diversificados gêneros linguísticos. Os gêneros textuais possuem uma forma de composição, um conteúdo temático e um propósito comunicativo. Em outras palavras, o gênero textual se define por determina características de estruturação textual, forma, linguagem, tamanho e conteúdo e também, ou principalmente, pela sua função ou fim específico. Firmada a consciência de que os gêneros estão não só associados, mas inseridos, no conceito de língua e comunicação, é importante expor e definir alguns conceitos diferentes entre si, tais como: tipo textual, gênero textual e domínio discursivo.

Os tipos textuais caracterizam-se como sequência linguística (forma de linguagem), definida pela sua composição (aspectos lexicais, sintáticos, tempos verbais relações lógicas, estilo). Em geral, constituem os tipos textuais a narração, a argumentação, a exposição, a descrição e a injunção (MARCUSCHI, 2008:154). Ingedore Koch diz que os gêneros são formados por sequências diferenciadas denominadas tipos textuais e alerta para a importância de se ter em vista que a noção de gênero não se pode confundir com a noção de tipo. (p. 119). Vimos que a comunicação é uma questão importante que se apresenta como ponto decisivo de vivência enquanto sujeito social que somos. 

Logo, falar de gênero textual é pensar sobre a língua e sobre os diferentes padrões que esta se manifesta, dependendo da realidade que se apresenta, da cultura, da situação e do contexto social em utilizamos a linguagem.Finalizando, a escolha do gênero, então, nunca se dá livremente, uma vez que optamos por usar, conforme os fatores citados, dentre os mais diversificados gêneros textuais e tipologias de textos que circulam na nossa sociedade, aquele que facilitará o entendimento à ação no contexto social ao qual estamos expostos. O trato dos gêneros diz respeito ao trato da língua em seu cotidiano nas mais diversas formas.

Exemplos:


Fonte: http://culturadetravesseiro.blogspot.com.br/2009/12/generos-textuais.html

Gêneros Discursivos - Dicas!

Vários autores são citados no texto base (Clique aqui) da aula.



Adriana Lisboa

A escritora brasileira nasceu no Rio de Janeiro. Publicou onze livros, entre os quais seis romances, uma coletânea de contos/poemas em prosa e livros para crianças e jovens. Sua obra foi traduzida para oito idiomas e publicada em vários países, incluindo França, Estados Unidos, Inglaterra, México, Itália, Suécia e Suíça.

Ganhou uma bolsa da Fundação Japão para o romance Rakushisha.

Graduou-se em música pela UniRio, com mestrado em literatura brasileira e doutorado em literatura comparada pela Uerj. Adriana Lisboa viveu na França – onde atuou como cantora de música popular brasileira – e atualmente mora nos Estados Unidos, no Colorado.





Tatiana Salem Levy
Nascida em Portugal é tradutora, escritora e doutora em Estudos Literários pela PUC-Rio.
Seu romance de estreia A chave de casa foi vencedor do prêmio São Paulo de Literatura em 2008 e finalista dos prêmios Jabuti e Zaffari & Bourbon.

 
Julián Fuks
É um escritor e crítico literário brasileiro.
Sua obra Histórias de literatura e cegueira foi finalista do Prêmio Jabuti e do Prêmio Portugal Telecom em 2007.



Esdras do Nascimento
É bacharel e licenciado em Filosofia pela PUC-Rio, Mestre em Comunicação e Doutor em Letras pela UFRJ.
Como tese de doutorado apresentou o romance Variante Gotemburgo. Pela primeira vez no Brasil, talvez no mundo, uma universidade aceitava uma obra de criação literária, e não um trabalho de pesquisa, como tese de doutorado.

 

Marilia Rothier Cardoso
É professora assistente do Departamento de Letras da PUC-Rio. Concluiu o doutorado em Letras pela PUC-Rio (1990) e atua tanto nos cursos de Graduação quanto no Programa de Pós-Gradução em Literatura, Cultura e Contemporaneidade da PUC-Rio.



Roland Barthes
Foi um escritor, sociólogo, crítico literário, semiólogo e filósofo francês.
Formou-se em Letras Clássicas em 1939, e Gramática e Filosofia em 1943, na Universidade de Paris.
Fez parte da escola estruturalista, influenciado pelo linguista Ferdinand de Saussure.